Pancreatite é definida como inflamação do pâncreas causada pela ativação das enzimas digestivas de origem pancreática agindo no próprio órgão. A ação destas enzimas eleva sua permeabilidade vascular, causando lesão direta do pâncreas , além de desencadear outras alterações indiretas que irão acentuar tal processo.
O pâncreas é um órgão do sistema digestivo e endócrino que possui um formato em V , localizado transversalmente sobre a parede posterior do abdômen, intimamente associado ao estômago, fígado e duodeno. Sua atuação na função digestiva é realizada por sua porção exócrina, responsável pela produção e secreção de enzimas utilizadas no processo de digestão dentro do intestino. O tecido exócrino juntamente aos vasos e nervos associados, representa cerca de 98% da massa pancreática total. Como órgão do sistema endócrino o pâncreas funciona como glândula secretora dos hormônios Insulina e Glucagon, através de sua porção endócrina, estando diretamente relacionado ao controle dos níveis sanguíneos de glicose, e representando 2% da massa total do órgão.
As patologias do pâncreas são divididas de acordo com a porção afetada. Sendo assim quando há comprometimento da porção exócrina, a doença é denominada afecção pancreática exócrina. Entre elas estão a pancreatite , a insuficiência pancreática exócrina e a neoplasia pancreática exócrina. Quando a porção afetada é a endócrina, recebe a denominação de afecção pancreática endócrina, sendo o diabetes melito a mais comum , além das neoplasias do pâncreas endócrino.
As patologias do pâncreas são divididas de acordo com a porção afetada. Sendo assim quando há comprometimento da porção exócrina, a doença é denominada afecção pancreática exócrina. Entre elas estão a pancreatite , a insuficiência pancreática exócrina e a neoplasia pancreática exócrina. Quando a porção afetada é a endócrina, recebe a denominação de afecção pancreática endócrina, sendo o diabetes melito a mais comum , além das neoplasias do pâncreas endócrino.
Acredita-se que a pancreatite possua várias causas primárias, sendo todas capazes de ativar as enzimas digestivas pancreáticas a agir contra o próprio pâncreas. Entretanto em muitos casos não é possível estabelecer diagnóstico sendo diversas vezes considerada de origem idiopática (sem causa definida). Alguns fatores são considerados como etiológicos ou predisponentes, como obesidade , consumo de dietas ricas em gordura, hiperadrenocorticismo , hipotiroidismo , alguns medicamentos, trauma , infecção ascendente por bactérias intestinais, por manipulação cirúrgica e diabetes (aproximadamente 60% de seres humanos diabéticos possuem a função pancreática diminuída, além do que , conforme revelam estudos recentes, a diabetes pode ser secundária à insuficiência pancreática exócrina). É provável o envolvimento de mais de um fator e ocorre tipicamente em animais de meia idade a idosos, não havendo predileção sexual com a maioria dos indivíduos acometidos sendo obesos.
Com relação à apresentação clínica da pancreatite, é adotada a classificação de doença aguda ou crônica. Quando de curso agudo a doença tem início rápido podendo recidivar. Esta normalmente é autolimitante e de bom prognóstico, denominada pancreatite leve, entretanto pode se manifestar de forma intensa, progressiva e com danos mais sérios ao organismo do indivíduo acometido, sendo , assim , a chamada pancreatite grave ou intensa, de prognóstico desfavorável. Da mesma forma , quanto à intensidade da doença (leve ou intensa), a pancreatite pode ter curso crônico, e ser contínua e latente ou recorrente e episódica, podendo causar diversas complicações no paciente portador da forma intensa, em função de uma insuficiência pancreática. Importante salientar que a pancreatite aguda não é causa de pancreatite crônica .
Os sintomas mais comumente observados na pancreatite aguda são dor abdominal, prostração , perda de apetite , vômito e, em alguns casos, diarréia, além dos sintomas resultantes de complicação sistêmica em decorrência do processo inflamatório do pâncreas. Quando a pancreatite se agrava, a evolução negativa do quadro geral leva ao choque e colapso. No caso da pancreatite crônica os sintomas são variáveis e inespecíficos, variando em gravidade de acordo com sua intensidade.
Portadores da apresentação intensa da pancreatite são considerados, em sua grande maioria pacientes críticos, devido à sua alta mortalidade. O pâncreas afetado libera rapidamente substâncias como a bradicinina , com ação vasodilatadora, que reduz o fluxo sanguíneo pancreático acelerando o processo inflamatório do órgão e gerando queda súbita e grave da pressão arterial. Os produtos liberados durante o processo inflamatório do pâncreas, sofrerão absorção sistêmica, culminando com falência múltipla de órgãos , colapso e choque nos quadros mais avançados da doença , sendo a sepse (septicemia) e a insuficiência respiratória as causas mais comuns de óbito nestes pacientes.
O diagnóstico da pancreatite é baseado na história e sinais clínicos , através de imagem de acordo com a disponibilidade do aparelho, sendo mais comum o diagnóstico por alterações radiográficas e ultrassonográficas, além das diversas alterações laboratoriais detectáveis. Quando diagnosticada, deve ser tratada o mais breve possível para que não ocorra seu agravamento, podendo ser eleito o tratamento clínico e até cirúrgico quando não há rapidez e precisão no diagnóstico. O objetivo principal da terapia do paciente portador de pancreatite consiste em eliminar a causa primária, reduzir a secreção pancreática, aliviar a dor, corrigir todos as complicações sistêmicas existentes e submeter monitoramento por meio de terapia intensiva.
Com relação à apresentação clínica da pancreatite, é adotada a classificação de doença aguda ou crônica. Quando de curso agudo a doença tem início rápido podendo recidivar. Esta normalmente é autolimitante e de bom prognóstico, denominada pancreatite leve, entretanto pode se manifestar de forma intensa, progressiva e com danos mais sérios ao organismo do indivíduo acometido, sendo , assim , a chamada pancreatite grave ou intensa, de prognóstico desfavorável. Da mesma forma , quanto à intensidade da doença (leve ou intensa), a pancreatite pode ter curso crônico, e ser contínua e latente ou recorrente e episódica, podendo causar diversas complicações no paciente portador da forma intensa, em função de uma insuficiência pancreática. Importante salientar que a pancreatite aguda não é causa de pancreatite crônica .
Os sintomas mais comumente observados na pancreatite aguda são dor abdominal, prostração , perda de apetite , vômito e, em alguns casos, diarréia, além dos sintomas resultantes de complicação sistêmica em decorrência do processo inflamatório do pâncreas. Quando a pancreatite se agrava, a evolução negativa do quadro geral leva ao choque e colapso. No caso da pancreatite crônica os sintomas são variáveis e inespecíficos, variando em gravidade de acordo com sua intensidade.
Portadores da apresentação intensa da pancreatite são considerados, em sua grande maioria pacientes críticos, devido à sua alta mortalidade. O pâncreas afetado libera rapidamente substâncias como a bradicinina , com ação vasodilatadora, que reduz o fluxo sanguíneo pancreático acelerando o processo inflamatório do órgão e gerando queda súbita e grave da pressão arterial. Os produtos liberados durante o processo inflamatório do pâncreas, sofrerão absorção sistêmica, culminando com falência múltipla de órgãos , colapso e choque nos quadros mais avançados da doença , sendo a sepse (septicemia) e a insuficiência respiratória as causas mais comuns de óbito nestes pacientes.
O diagnóstico da pancreatite é baseado na história e sinais clínicos , através de imagem de acordo com a disponibilidade do aparelho, sendo mais comum o diagnóstico por alterações radiográficas e ultrassonográficas, além das diversas alterações laboratoriais detectáveis. Quando diagnosticada, deve ser tratada o mais breve possível para que não ocorra seu agravamento, podendo ser eleito o tratamento clínico e até cirúrgico quando não há rapidez e precisão no diagnóstico. O objetivo principal da terapia do paciente portador de pancreatite consiste em eliminar a causa primária, reduzir a secreção pancreática, aliviar a dor, corrigir todos as complicações sistêmicas existentes e submeter monitoramento por meio de terapia intensiva.
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