O ato de ingerir fezes é denominado Coprofagia e trata-se de um distúrbio muito comum em animais , especialmente os cães, que normalmente não implica em danos à sua saúde, mas gera uma certa repugnância por parte dos proprietários. Uma vez que a relação entre o cão e o ser humano se torna mais íntima, tal comportamento, quando existente, passa a ser motivo de consultas veterinárias para que o animal abandone tal hábito, sendo necessário o aprofundamento tanto nas questões comportamentais, quanto em sua saúde geral, para que o problema seja adequadamente sanado.
Existem várias hipóteses sugeridas como causa de coprofagia, entretanto não existem respostas definitivas, principalmente em função da variabilidade de situações que predispõem um animal a este comportamento. Sendo assim, para uma melhor compreensão do problema, é descrito uma classificação da coprofagia em dois grupos: Classificação pelo tipo de fezes e classificação pelas causas da ingestão de fezes.
Na classificação adotada de acordo com a ingestão do tipo de fezes, observa-se o cão que possui o hábito de ingerir fezes de herbívoros, que são atrativas devido à sua riqueza em fibras, assim como as de felinos por serem ricas em proteína, bem como as humanas que também possuem altos níveis de gordura. Se há ingestão de fezes de outros cães, este hábito pode se apresentar por um comportamento movido pela hierarquia social, no qual o mais submisso ingere as fezes do indivíduo dominante, ou pela procura de algum nutriente. Fêmeas recém paridas, provavelmente seguindo o instinto de higienização do ambiente, ingerem as fezes de seus filhotes até aproximadamente a 3ª semana de vida. No caso de ingestão das próprias fezes devemos destacar a predisposição racial (Shitzu , Lhasa apso e Pug) e a fase pré adolescente do cão (em torno de até 6 meses de idade) que terá em seu "amadurecimento" a resolução da coprofagia na maioria dos casos. As disfunções cognitivas, comuns em cães de idade avançada quando ocorre um certo comprometimento de sua memória, os faz criarem hábitos nunca antes observados, sendo possível este animal , por tal motivo, ingerir suas próprias fezes. Outro motivo bastante comum de ingestão do próprio excremento é a busca por atenção, que faz muitas vezes com que o cão encontre na coprofagia uma forma de entreter seu dono.
Um outro critério de classificação é baseado nas causas da coprofagia. Qualquer situação de insuficiência no fornecimento de nutrientes pode determinar a ingestão de fezes , uma vez que estudos revelam que as mesmas podem ser fonte de enzimas digestivas, proteína, gorduras e vitaminas do complexo B. Patologias do trato gastro-intestinal podem estabelecer tal comportamento, sendo algumas mais comuns na rotina, tais como verminose , deficiências enzimáticas como na pancreatite crônica, síndrome de má absorção intestinal entre outras. Diabetes , hipotiroidismo ou hiperadrenocorticismo são consideradas doenças hormonais causadoras de polifagia (aumento do apetite), o que pode levar à busca de mais alimento através das fezes. Uma sobrecarga alimentar, muitas vezes obtida através de rações riquíssimas em nutrientes, como proteína, fibra ou carboidrato, e oferecida uma única vez ao dia pode gerar má absorção e estimular uma produção de fezes com alto grau de produtos alimentares não digeridos, podendo atrair o cão a comê-las. As razões comportamentais , já mencionadas no parágrafo anterior , são determinantes nos casos de coprofagia, tanto em situações de submissão ou higiene ambiental, quanto nos casos de ansiedade ou para chamarem a atenção de seus proprietários. Ainda devido à causa comportamental, acredita-se que alguns cães quando punidos por defecarem em local indesejado, comam as próprias fezes com o intuito de evitar nova punição por aquele ato.
Isoladamente a coprofagia não representa alteração séria de comportamento, embora o maior problema gire em torno do ato em si, causador de grande incômodo por parte das pessoas que se relacionam com aquele cão. Outro fator motivador de procura por auxílio profissional , passa pela real possibilidade de contato com agentes causadores de doenças, como parasitos, vírus e bactérias. A orientação por parte de profissionais especializados em clínica médica veterinária e etologia (estudo do comportamento animal) pode auxiliar na resolução do problema, através de mudanças no manejo ambiental e alimentar do paciente , prescrição de medicamentos ou produtos específicos, ambos disponíveis no mercado pet , e detecção e controle de distúrbios causadores de coprofagia.
Artigo consultado: http://177.43.204.74/atg/m_ambiente/textos/revista/v2_n1_2.pdf
Um outro critério de classificação é baseado nas causas da coprofagia. Qualquer situação de insuficiência no fornecimento de nutrientes pode determinar a ingestão de fezes , uma vez que estudos revelam que as mesmas podem ser fonte de enzimas digestivas, proteína, gorduras e vitaminas do complexo B. Patologias do trato gastro-intestinal podem estabelecer tal comportamento, sendo algumas mais comuns na rotina, tais como verminose , deficiências enzimáticas como na pancreatite crônica, síndrome de má absorção intestinal entre outras. Diabetes , hipotiroidismo ou hiperadrenocorticismo são consideradas doenças hormonais causadoras de polifagia (aumento do apetite), o que pode levar à busca de mais alimento através das fezes. Uma sobrecarga alimentar, muitas vezes obtida através de rações riquíssimas em nutrientes, como proteína, fibra ou carboidrato, e oferecida uma única vez ao dia pode gerar má absorção e estimular uma produção de fezes com alto grau de produtos alimentares não digeridos, podendo atrair o cão a comê-las. As razões comportamentais , já mencionadas no parágrafo anterior , são determinantes nos casos de coprofagia, tanto em situações de submissão ou higiene ambiental, quanto nos casos de ansiedade ou para chamarem a atenção de seus proprietários. Ainda devido à causa comportamental, acredita-se que alguns cães quando punidos por defecarem em local indesejado, comam as próprias fezes com o intuito de evitar nova punição por aquele ato.
Isoladamente a coprofagia não representa alteração séria de comportamento, embora o maior problema gire em torno do ato em si, causador de grande incômodo por parte das pessoas que se relacionam com aquele cão. Outro fator motivador de procura por auxílio profissional , passa pela real possibilidade de contato com agentes causadores de doenças, como parasitos, vírus e bactérias. A orientação por parte de profissionais especializados em clínica médica veterinária e etologia (estudo do comportamento animal) pode auxiliar na resolução do problema, através de mudanças no manejo ambiental e alimentar do paciente , prescrição de medicamentos ou produtos específicos, ambos disponíveis no mercado pet , e detecção e controle de distúrbios causadores de coprofagia.
Artigo consultado: http://177.43.204.74/atg/m_ambiente/textos/revista/v2_n1_2.pdf






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