Entende-se por catarata toda e qualquer opacidade existente no cristalino, cápsula do cristalino ou ambos impedindo a visão. É a doença mais comum causadora de cegueira em cães, eventualmente observada em gatos, proveniente de diversas causas intrínsecas e extrínsecas e podendo variar quanto ao tamanho , localização , forma e velocidade de progressão.
Cristalino é uma estrutura transparente, avascular e biconvexa composta de células organizadas longitudinalmente envolvida por uma membrana elástica chamada cápsula do cristalino e localizada imediatamente posterior à íris. Funciona como uma lente (por isto também denominada Lente), e possui um tecido altamente estruturado que promove a refração dos raios luminosos que entram no olho para um ponto na retina. No cão possui um volume de aproximadamente 0,5 ml uma espessura anteroposterior de 7 mm e um diâmetro equatorial de 10 mm.
Por apresentar bioquímica bastante complexa, a formação da catarata possui diversas causas. No âmbito geral a alteração se inicia a partir de distúrbios metabólicos que promovem mudanças morfológicas na cápsula do cristalino e em seu epitélio e fibras, provocando perda da transparência(opacidade) por ruptura das fibras do cristalino além da morte celular. Invariavelmente este processo é um denominador comum em todas as doenças do cristalino e devido à natureza e aparência variadas, a catarata recebe diversas classificações , sendo seu estágio de evolução e sua etiologia os métodos mais comumente utilizados como meio de classifica-la.
Em seu estágio de evolução a catarata pode ser classificada como incipiente quando ocorre opacidade inicial e focal com acometimento de até 20% do cristalino, entretanto neste caso não há perda da visão e a lesão pode ou não progredir. Catarata imatura apresenta maior extensão da opacidade, podendo acarretar prejuízos à visão. Estas ao se evoluírem se tornam cataratas maduras em que 100 % do cristalino se encontra acometido tornando o indivíduo funcionalmente cego. Algumas cataratas maduras evoluem ainda mais, sendo classificadas como Hipermaduras por se tornarem liquefeitas devido à proteólise, entrando em estado de reabsorção, que pode resultar em inflamação de estruturas intraoculares. Pacientes que se encontram neste estágio da catarata possuem perda de visão com probabilidade mínima de recuperação.
Em seu estágio de evolução a catarata pode ser classificada como incipiente quando ocorre opacidade inicial e focal com acometimento de até 20% do cristalino, entretanto neste caso não há perda da visão e a lesão pode ou não progredir. Catarata imatura apresenta maior extensão da opacidade, podendo acarretar prejuízos à visão. Estas ao se evoluírem se tornam cataratas maduras em que 100 % do cristalino se encontra acometido tornando o indivíduo funcionalmente cego. Algumas cataratas maduras evoluem ainda mais, sendo classificadas como Hipermaduras por se tornarem liquefeitas devido à proteólise, entrando em estado de reabsorção, que pode resultar em inflamação de estruturas intraoculares. Pacientes que se encontram neste estágio da catarata possuem perda de visão com probabilidade mínima de recuperação.
Do ponto de vista clínico, existem muitos fatores causadores de catarata. Estes podem ser Hereditários muito comuns em raças puras com destaque para o Poodle cuja prevalência é maior que 10%. Catarata metabólica ocorre devido a distúrbios metabólicos , que podem acontecer durante o desenvolvimento embrionário ou por alterações endócrinas. Catarata congênita se inicia durante a vida fetal, estando presente ao nascimento e podendo ser estacionária ou progressiva. Não necessariamente a catarata congênita é hereditária, devendo ser levado em conta fatores como consanguinidade ou exposição a substâncias físicas ou químicas durante a gestação. Catarata adquirida é aquela cuja origem é traumática, metabólica, ou secundária a outras doenças oculares. Catarata nutricional é causada pelo uso inapropriado de substitutos de leite materno, que em filhotes desmamados precocemente, são comumente utilizados, ocorrendo privação de aminoácidos essenciais presentes em níveis reduzidos nestes alimentos. Cataratas físicas estão relacionadas à radiação, cuja exposição se dá frequentemente em exames radiográficos e radioterapia no tratamento oncológico. Numerosos componentes e drogas têm sido apontados como causadores de catarata em animais , quando utilizados em altas doses não terapêuticas sendo portanto esta classificada como Catarata tóxica. Como parte do processo normal de envelhecimento, cataratas são comumente vistas em cães idosos, recebendo classificação de Catarata senil se nenhuma outra causa for detectada. Esta apresenta progressão lenta e bastante comum, principalmente em indivíduos com idade maior do que 10 anos. Estudos revelam que mais de 60% de pacientes diabéticos desenvolvem Catarata diabética, sendo este um distúrbio bastante prevalente no Diabete melitos que pode manifestar desenvolvimento rápido da opacidade, chegando a maturar em curto espaço de tempo.
Frequentemente o animal acometido pela opacidade do cristalino, é conduzido por seu proprietário até o veterinário devido a mudanças comportamentais em decorrência de diminuição da acuidade visual ou até mesmo por manifestar cegueira total. Observa-se um comprometimento da locomoção por dificuldade em desviar de obstáculos dentro da casa como mesas e cadeiras. Outra queixa comum é a mudança na aparência dos olhos que se apresentam com aspecto esbranquiçado. Em estágios iniciais a alteração é observada principalmente a noite quando a pupila se encontra dilatada. Um atendimento clínico com ênfase para a oftalmologia é de suma importância para que pacientes portadores de alterações sugestivas de catarata, sejam submetidos a avaliação detalhada de todas as estruturas oculares, objetivando assim, que a patologia seja precisamente diagnosticada, estadiada e eleita como tratável cirurgicamente ou não.
Fontes recomendadas:
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/22922/000736704.pdf?sequence=1
Manual de oftalmologia veterinária ( Kirk N. Gelatt)




