Epilepsia é um distúrbio cerebral crônico, caracterizado por crises convulsivas recidivantes, com ou sem perda de consciência. É a doença neurológica mais comum em cães, com uma prevalência estimada de até 5,7%, e pode ser considerada uma doença heterogênea , já que possui diversas etiologias e diversos padrões de manifestação, sempre, entretanto, apresentando como principal sintoma clínico a convulsão.
Convulsão é definida como uma descarga elétrica paroxística (ocorre em crises), descontrolada e transitória dos neurônios cerebrais com envolvimento motor, podendo ser de origem intra ou extracraniana. Para que se desencadeie, é necessário que ocorra desequilíbrio entre os mecanismos excitatórios e inibitórios dos agentes neurotransmissores, favorecendo a excitação neuronal e tornando os neurônios epilépticos, que quando acometidos em maior número irão determinar uma maior freqüência de crises convulsivas.
As crises são compostas de quatro fases, sendo a primeira delas, denominada Pródromo e caracterizada por uma alteração de comportamento que a precede em horas ou dias, durante o qual o animal pode manifestar sinais de agitação. A segunda fase é denominada Aura e também se caracteriza por alteração comportamental o que normalmente a confunde com o Pródromo, podendo considerar as duas primeiras fases como uma única sendo chamada fase pré-ictal. A crise convulsiva propriamente dita é denominada Icto e pode ser generalizada ou focal. Quando a disfunção envolve os dois hemisférios cerebrais a crise é generalizada e o paciente se apresenta inconsciente, em posição de opistótono (pescoço virado para trás) , com os membros estendidos, e em seguida manifestando movimentos de corrida ou pedalagem. Os movimentos mastigatórios são comuns e o animal apresenta midríase (pupila dilatada) , sialorréia (salivação excessiva) , e micção e defecação involuntárias. Quando na forma focal, as convulsões se originam de uma área específica do córtex cerebral causando manifestações restritas a uma parte do corpo, como contrações involuntárias de músculos faciais ou de um membro. Frequentemente as crises focais se propagam, resultando em convulsão generalizada. A quarta e última fase é denominada Pós-ictal em que alguns pacientes podem manifestar hiperatividade e inquietude por até um dia inteiro, se apresentando como se estivessem desorientados ou cegos.
Conforme mencionado anteriormente a epilepsia possui diversas etiologias. A causa mais comum em cães é denominada primária, hereditária ou idiopática. Suspeita-se ter origem genética e resulta de um defeito bioquímico nas células do cérebro ou do seu meio, em que não é detectável lesão estrutural, mesmo através de exame histopatológico. É mais frequente em cães de raça pura e as primeiras crises ocorrem normalmente entre seis meses e três anos de idade. Outras causas de epilepsia se enquadram na classificação denominada secundária ou adquirida. Pode ocorrer em função de alterações congênitas, sendo a hidrocefalia o distúrbio de desenvolvimento mais comum, causas inflamatórias (meningoencefalomielite granulomatosa) ou infecciosas (cinomose), metabólicas ( hipoglicemia, hipocalcemia, hipomagnesemia, hipóxia, alterações hepáticas, falência renal, desidratação), vasculares (hipertensão, coagulopatias, tromboembolismo), neoplasias intracranianas, intoxicações e traumatismos cranianos.
Por se tratar de um distúrbio bastante comum e de forte impacto emocional para os donos do animal, além de poder interferir negativamente com o estado geral de saúde do paciente epiléptico e com sua qualidade de vida, a epilepsia deve ser rapidamente diagnosticada. O controle das convulsões é facilmente obtido através de medicações anticonvulsivantes, na maioria dos casos, principalmente se for de origem primária. Aquelas de origem secundária deverão receber tratamento específico simultaneamente ao controle das crises convulsivas. A intervenção médica consistirá em determinar terapia anticonvulsiva e avaliar o paciente clinica e laboratorialmente, sem deixar de lado os exames de imagem, e quando possível, o eletroencefalograma, para que seja possível apontar a causa da epilepsia. O paciente portador desta importante doença, deverá ser acompanhado por toda a vida, ainda que estejam controladas as convulsões, já que o mesmo pode sofrer crises eventualmente. Se bem assistido, um cão epiléptico pode viver naturalmente, sem que haja restrição das atividades rotineiras de um indivíduo normal.
Artigo(s) consultado(s):
http://www.qualittas.com.br/principal/uploads/documentos/Epilepsia%20em%20Caes%20-%20Caren%20Arisio%20de%20Lacerda.PDFAs crises são compostas de quatro fases, sendo a primeira delas, denominada Pródromo e caracterizada por uma alteração de comportamento que a precede em horas ou dias, durante o qual o animal pode manifestar sinais de agitação. A segunda fase é denominada Aura e também se caracteriza por alteração comportamental o que normalmente a confunde com o Pródromo, podendo considerar as duas primeiras fases como uma única sendo chamada fase pré-ictal. A crise convulsiva propriamente dita é denominada Icto e pode ser generalizada ou focal. Quando a disfunção envolve os dois hemisférios cerebrais a crise é generalizada e o paciente se apresenta inconsciente, em posição de opistótono (pescoço virado para trás) , com os membros estendidos, e em seguida manifestando movimentos de corrida ou pedalagem. Os movimentos mastigatórios são comuns e o animal apresenta midríase (pupila dilatada) , sialorréia (salivação excessiva) , e micção e defecação involuntárias. Quando na forma focal, as convulsões se originam de uma área específica do córtex cerebral causando manifestações restritas a uma parte do corpo, como contrações involuntárias de músculos faciais ou de um membro. Frequentemente as crises focais se propagam, resultando em convulsão generalizada. A quarta e última fase é denominada Pós-ictal em que alguns pacientes podem manifestar hiperatividade e inquietude por até um dia inteiro, se apresentando como se estivessem desorientados ou cegos.
Conforme mencionado anteriormente a epilepsia possui diversas etiologias. A causa mais comum em cães é denominada primária, hereditária ou idiopática. Suspeita-se ter origem genética e resulta de um defeito bioquímico nas células do cérebro ou do seu meio, em que não é detectável lesão estrutural, mesmo através de exame histopatológico. É mais frequente em cães de raça pura e as primeiras crises ocorrem normalmente entre seis meses e três anos de idade. Outras causas de epilepsia se enquadram na classificação denominada secundária ou adquirida. Pode ocorrer em função de alterações congênitas, sendo a hidrocefalia o distúrbio de desenvolvimento mais comum, causas inflamatórias (meningoencefalomielite granulomatosa) ou infecciosas (cinomose), metabólicas ( hipoglicemia, hipocalcemia, hipomagnesemia, hipóxia, alterações hepáticas, falência renal, desidratação), vasculares (hipertensão, coagulopatias, tromboembolismo), neoplasias intracranianas, intoxicações e traumatismos cranianos.
Por se tratar de um distúrbio bastante comum e de forte impacto emocional para os donos do animal, além de poder interferir negativamente com o estado geral de saúde do paciente epiléptico e com sua qualidade de vida, a epilepsia deve ser rapidamente diagnosticada. O controle das convulsões é facilmente obtido através de medicações anticonvulsivantes, na maioria dos casos, principalmente se for de origem primária. Aquelas de origem secundária deverão receber tratamento específico simultaneamente ao controle das crises convulsivas. A intervenção médica consistirá em determinar terapia anticonvulsiva e avaliar o paciente clinica e laboratorialmente, sem deixar de lado os exames de imagem, e quando possível, o eletroencefalograma, para que seja possível apontar a causa da epilepsia. O paciente portador desta importante doença, deverá ser acompanhado por toda a vida, ainda que estejam controladas as convulsões, já que o mesmo pode sofrer crises eventualmente. Se bem assistido, um cão epiléptico pode viver naturalmente, sem que haja restrição das atividades rotineiras de um indivíduo normal.
Artigo(s) consultado(s):
https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/867/5/Epilepsia%20em%20Animais%20de%20Companhia.pdf
http://repositorio.utad.pt/bitstream/10348/401/1/msc_saammlaureano.pdf

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